Rio Antigo, e outras mais...
  18/06/2006
Um pouco da Praça Floriano





A intenção de colocar a foto acima é acompanhar o post da Milú em seu Coisa Lúdica. Aqui, temos também um bonde (destino Jardim - Leblon), quase no mesmo lugar, e no mesmo ano de 1920. Esta foto foi feita um pouco mais adiante que a postada pela Milu, com um enquadramento que mostra não só o Palácio Monroe, mas também o muro do Convento da Ajuda, recém demolido (ver a correção desta informação no comentário do André Decourt). A data é 06 de julho de 1920.

O que acho pitoresco nesta foto é o anúncio: "Chauffeurs!!! Tyrian (todo vermelho) é o melhor pneumatico". Chofer ainda escrito em francês (significa "aquele que esquenta") e Tyrian, vindo direto do inglês "tyre". Um dos primeiros exempos de "outdoor" deste tamanho que eu conheço (pergunto aos especialistas se estou certo). O outdoor cumpre, ainda, a função de esconder a obra por trás dele, que acredito que seja a construção da "Gaiola de Ouro" (Câmara dos Vereadores).

Por falar em gaiola, não consigo atinar para que sirva o que parece ser um viveiro de pássaros, em primeiro plano, no piso da Rua 13 de Maio.


Para continuar no mesmo tema e lugar, vamos recuar, na próxima foto, abaixo, 10 anos no tempo. Vemos aí a mesma Praça Floriano, agora em seu ângulo clássico, com a antiga Câmara dos Vereadores à esquerda.

Esta foto é excelente para prestarmos atenção no "mobiliário urbano". Muitas coisas que hoje estão desaparecidas, mas ainda outras tantas que ainda vemos por aí (embora raros), como um dos tipos de bancos e a grade de ferro fundido colocada no piso dos canteiros das árvores.

O tipo de banco mais "pesado" tem a publicidade do Park Royal em seu encosto (vê-se pelo menos 2 destes).


Na última foto, vamos recuar mais 4 anos, para um momento muito especial para o Rio de Janeiro: a inauguração do Palácio Monroe, em 23 de julho de 1906. Nem a Avenida Central, nem os outros prédios monumentais da Praça Floriano estavam completos (por isso o Obelisco ainda não está lá). Esta foi, portanto, a primeira grande inauguração depois de iniciado o período do "bota-abaixo".

O Palácio Monroe foi desmontado em St Louis, transportado e construído às pressas no Rio, como solução para sediar o 3 Congresso Pan-Americano. Além do primeiro prêmio de arquitetura recebido na Exposição de St Louis, esta operação de "transferência" foi uma realização notável de planejamento e engenharia.

Quando percebi que quase todos os homens em primeiro plano estão levantando seus chapéus, procurei a razão para a cortesia, e tenho quase a certeza que, na carruagem que passa pela avenida, com 2 cocheiros de libré, ia o Presidente Rodrigues Alves. Prestem atenção no significado deste ato, solene, mas tão simples, sem barreiras, isolamento, seguranças, etc. Quase com a cortesia e intimidade de vizinhos que se conhecem.

Mais alguns detalhes: o Convento da Ajuda, o bonde, de modelo antigo, aguardando junto ao convento, a calçada padrão "Copacabana" (que ainda não tinha nem calçada), a banda montada a cavalo (não me lembro de ter visto outra).







Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 18/06/2006
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  12/06/2006
Subindo a Serra




Já que o Rouen nos levou até o Belvedere dos anos 60, fui um pouco mais adiante na mesma serra e trago algumas fotos da construção da Estrada Rio-Petrópolis. Todas as fotos são feitas por Augusto Malta, em uma de suas visitas de documentação de obras públicas. Pelo andamento das obras, em fase de calçamento, esta visita deve ter sido algumas semanas antes da inauguração, que aconteceu em 25 de agosto de 1928 e foi prestigiada pelo Presidente Washington Luis, que viria a dar nome à estrada.

Na primeira foto, chamo a atenção para o viaduto lá em cima. Este viaduto foi, para a época, uma obra de engenharia (os engenheiros chamam de obra-de-arte) de destaque. Seu uso, porém, foi relativamente breve. O viaduto ainda está lá, hoje, mas o tráfego passa há décadas por dentro do túnel que atravessa aquela pedra.

Neste mesmo viaduto, no seu trecho inicial, onde existe um corte na pedra que parece um meio-túnel, Getúlio Vargas sofreu um acidente, ou incidente, que foi dado como possível atentado. Isto foi anos depois, com a queda de pedras da encosta sobre o carro em que o Presidente subia a serra.

Por falar em pedras que rolam, também é visível que uma quantidade muito grande de terreno cedeu durante a contrução. As marcas estão lá.

Na primeira das fotos abaixo, um interessante detalhe das técnicas de capeamento da época. A estrada foi feita em concreto, que é a mais duradoura das opções, mesmo hoje em dia. Além de ser totalmente nacional. Pela quantidade de tonéis de madeira usada, a profissão de tanoeiro devia ainda ser promissora. A maioria dos operários está descalça. Dois indivíduos, observando a cena, estão de terno e gravata, um deles com o paletó bem fechado e cachecol! Mas a figura mais inusitada é uma pessoa, um pouco mais adiante, que está um pouco abaixada, parecendo verificar a qualidade do serviço. Está com botas de montaria! E não descarto a possibildade de ser uma mulher.

A construtora está identifiacada por Malta: Empresa Luis Giobbi.

As outras fotos mostram 2 outros trechos, que ficam para os mais assíduos na estrada identificarem. Pitoresco é que já está aí a proteção tão característica, feita de trilhos em pé, ligados por cabos de aço (também são vistos na primeira foto, acima). Não protegia grande coisa, principalmente quando os carros tinham 2 toneladas, mas ninguém pode dizer que o nome "guard-rail" não se aplique.








Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 12/06/2006
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  08/06/2006
Deu no JB!



Esse está fazendo a parte dele!


Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 08/06/2006
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  07/06/2006
Escola de D. Pedro




Atendendo a pedido feito no Saudades do Rio, mostro 2 fotos da Escola Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado.

As 2 fotos foram feitas por A. Malta. A primeira, c. 1931, a segunda (abaixo), c. 1928.

Esta escola tem a característica de ser um dos poucos remanescentes das assim chamadas "Escolas do Imperador", feitas por iniciativa de D. Pedro II, com verbas públicas e doações. (ver http://www.rio.rj.gov.br/sme/crep/escolas/escolas_imperador/escolas_imperador.htm )

Destaco a frase que ostenta até hoje, e que parece uma daquelas "pegadinhas" das aulas de português: "Ao povo o governo". Sem acentos, que não eram usados na época, e sem a vírgula.

Curiosidades: na primeira foto, Malta anotou E. Nilo Peçanha; na segunda (mais antiga), Malta registrou a "Exposição de Cinematographia Educativa".

Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 07/06/2006
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  05/06/2006









Este é Rodrigo Netto. Nettinho.

Ontem ele foi morto.

Mas o nosso país, infelizmente, não se choca mais com nada...



Peço a todos os amigos que pensem em Rafael Netto, irmão do Nettinho e nosso companheiro, com toda força positiva.















Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 05/06/2006
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  04/06/2006
Cassinos sem jogo




Hoje lembramos os teatros gêmeos Theatro Casino e Casino Beira-Mar, que abrigaram a vanguarda do teatro nos anos 20 e 30 e que são tema dos 2 post mais recentes do Rio Antigo (irmão do Alma Carioca).

Ficavam entre o Passeio Público e as pistas da Avenida Beira-Mar e, apesar do nome de ambos, dizem que nunca houve um só jogo em nenhum dos dois.

A história destas casa é muito interessante, cheia de polêmicas desde seu objetivo inicial, frustrado pela ineficiência dos primeiros empreendedores, até sua demolição, pouco antes do Estado Novo.
Continuou, aliás, recentemente, com o dilema sobre o que fazer com as ruínas encontradas na reforma de 2004 do Passeio Público.

Com este currículo de vanguarda e polêmica, onde haveria de se apresentar o furacão Josephine Baker em sua primeira visita ao Brasil? No Theatro Casino, claro. (Josephine Baker contracenou, anos depois, com Grande Hotelo, que deixou, como viúva, mais uma Josephine.)

Para os mais curiosos, os cartazes na foto anunciam "Um Poeta Original". De uma pequena pesquisa, só consegui descobrir que esta peça foi dirigida e encenada por Jaime Costa, em 1926.

Mas não vou detalhar a história destes recantos esquecidos do Rio. Achei "links" excelentes com detalhes muito interessantes sobre as casas de espetáculo e sobre Josephine Baker. Não deixem de dar pelo menos uma olhada em cada um, até pelas fotos, que mostram até as fundações encontradas em 2004. Parecem muitos, mas vale a pena.

http://almanaque.folha.uol.com.br/moda_02dez1990.htm
http://www.casadapalavra.com.br/noticias.asp?idNews=152
http://www.casadapalavra.com.br/noticias.asp?idNews=156
http://www.ctac.gov.br/centrohistorico/TeatroXPeriodo.asp?cod=149&cdP=5
http://www.antaprofana.com.br/materia_atual.asp?mat=238
http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/1487
http://www.tribuna.inf.br/anteriores/2006/marco/02/bis.asp?bis=cultura04

NB: Um destes sites chama-se Antaprofana. Teria algo a ver com o sólido Prof Pintáfona, descobridor e classificador da Anta Copacabanensis? Ou com outros etéreos personagens envolvidos com Homens-Anta no circuito das águas?

(Foto de Malta, de 1926, publicada em "Fotografias do Rio de Ontem")

Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 04/06/2006
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  03/06/2006
Uma calçada na Praça Mauá






Hoje, vamos só confirmar a "pegadinha" que o Luiz D' apresentou no seu Saudades do Rio.

Temos 2 fotos da Praça Mauá, a primeira de Malta, c. 1922 e a segunda feita em 1950, publicada na revista Brasil Constroi, número 8.

Da primeira, destaco as seguintes curiosidades:
- a Praça Mauá era muito mais "aprazível" - vejam as pessoas descansando nos bancos do canteiro central (e a culpa não é só do elevado);
- vê-se as partes mais altas da Ponte Pênsil e das torres da igreja de São Bento;
- vê-se um dos cruzadores da Marinha - Rio Grande do Sul ou Bahia (este afundado, talvez pelo U-977, nos dias seguintes ao fim da II Guerra) e, por trás deste, um dos encouraçados (Minas Geraes ou São Paulo).

Da segunda, destaco:
- a larga calçada com os desenho estilo "Copacabana", à direita da praça;
- as obras de construção do Pier - para os mais curiosos, lê-se na placa: "MVOP - Construção do Pier Mauá - Christiani Nielsen";
- uma coleção de carros que deixa o JBAN e o Jason com lágrimas nos olhos.

Fiz uma ampliação de cada foto (abaixo), para tentar mostrar o local onde estão os avós e a mãe do Dr D' na foto do Saudades do Rio, feita em 1927. Vejam que, em 1922, a grade da Marinha ainda não tinha a chapa metálica. Outro detalhe é que as árvores (devem ser oitis, onipresentes exceto na Rua dos Oitis), ainda pequenas na primeira foto, cobrem completamente a calçada na segunda. Em 1927, ainda deixavam passar um belo sol.






Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 03/06/2006
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  02/06/2006
Canoa e Serpentina




Vamos seguir o passeio do Saudades do Rio por São Conrado. Mais especificamente pelo Viaduto das Canoas, obra de engenharia com destaque para a dificuldade do projeto, uma vez que faz parte de uma curva muito acentuada, com esforços laterais importantes. O destaque é que o projeto foi feito por uma mulher, Berta Leitchic que, anos depois veio dar nome ao Prêmio de Design DescoBerta, ou Prêmio de Design Berta Leitchic.

A primeira foto, de 1950, mostra o viaduto mais em detalhe, para que eu possa chamar a atenção para a iluminação da pista, feita através das pequenas luminárias no meio-fio. Por debaixo do viaduto (chamado inicialmente de Viaduto da Serpentina), vê-se uma parte do Gavea Golf Club, e alguns operários (dizem que estavam procurando algumas luminárias que o André Decourt achou por ali, na altura da copa das árvores).

A segunda foto mostra o viaduto ainda em obras, em 1949. A visão é impressionante, porque dá a sensação de que o viaduto é lançado no ar, sem apoios. Pode-se ver bem a extenzão da curva.

A terceira foto, de 1950, mostra o trecho da Estrada das Canoas (algumas referências citam Estrada da Canoa, no singular) em que se encontra o viaduto (escondido nesta foto, liga os dois trechos da estrada). Pelo ângulo da foto, tendo a achar que ela foi tomada da estrutura do Gavea Tourist Hotel, cuja construção foi paralisada talvez em 1958. Em 1959 e 1960, com a construção já parada ficava com quartos acesos formando enormes letras GTH. Nos anos 60, funcionou no seu terraço (o elevador estava instalado) a boite Sky Terrace. Não sei se já estaria em construção em 1950, mas seria uma explicação para o ângulo da foto.

Em uma das chuvas que o Rio enfrentou nos anos 60 (provavelmente a de 1967), houve um grande desmoronamento neste trecho, começando acima da pista superior e arrastando as 2 pistas. A parte inferior foi refeita, mas para a parte superior foi necessário fazer uma nova pista, mais para "dentro" da encosta, já que todo o solo tinha sido arrancado. As cicatrizes ainda podem ser vistas pouco acima do viaduto. Já na década de 70 este trecho estava cheio de residências.

A quarta e última foto, de cerca de 1959, mostra que o esquema de iluminação projetado não foi bem sucedido (provavelmente por falta de manutenção), já que foram instalados postes ao longo do viaduto. A foto mostrada no Saudades do Rio não tem estes postes.

(Fotos publicadas na revista "Brasil Constroi", números 3 - julho 1949 e 4 - junho 1950, editada pelo Min de Viação e Obras Públicas e na "Enciclopédia dos Municípios Brasileiros - XXIII Volume - Rio de Janeiro - 1960" editada pelo IBGE).





Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 02/06/2006
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  31/05/2006

Boa Viagem!!







Estas fotos registram a visita do Dornier DO-X ao Rio, em 1931. Este era, na época, o maior avião do mundo. Inspirado pelo vôo do Zeppelin, nosso amigo JBAN mandou o excelente material que compõe todo este post de hoje.

O DO-X era um hidroavião, ou, mais corretamente classificado, aerobote, impulsionado por 12 motores "em tandem", sobre uma asa alta. "Em tandem" quer dizer que os motores ficavam em conjuntos de 2 onde uma das hélices ficava na frente, puxando, e a outra atrás, empurrando. Era um conjunto poderoso e, obviamente, muito seguro. Foi projetado para levar tripulação e pouco mais de 150 passageiros. Chegou a voar com 169 pessoas a bordo, sobre o Lago Constanz (no velho conhecido Bodensee).

Para fazer a promoção do avião e buscar clientes, foi feito um vôo promocional da alemanha (Rio Reno) ao Rio de Janeiro. Apesar de promocional, já li informações sobre venda de passagens. A estada no Rio foi um evento de alcance mundial, muitíssimo divulgado. É uma das recordações que meu pai guarda dos 6 anos de idade.

O avião, porém, tinha problemas técnicos, com uma envergadura de asa insuficiente e motores com potência menor que a projetada (em torno de 7000 HP). A altitude de vôo era pequena - li que o teto de serviço seria de 1500 pés, o que seria realmente ridículo, principalmente para uma travessia transatlântica. Talvez fossem 1500 pés acima do Bodensee, que já ficava a 1300 pés.

O fato é que o avião chegou de volta à Alemanha em mau estado. Nunca foi vendido. Dos 2 fabricados, um sobreviveu em museu da Alemanha, até ser perdido nos bombardeios da Segunda Guerra Mundial.


Abaixo, uma foto bem detalhada do DO-X, "taxiando" com apenas 2 motores ligados. Os tripulantes nos dão uma boa referência de tamanho. Observem que a solução da Dornier para flutuação, que era uma espécie de pequena asa, dava estabilidade ao avião, quando na água, dispensando os flutuadores nas pontas das asas que eram usados por outros fabricantes. O DO-24, no qual voou o Jason (Seja na terra, seja no mar), e o outro DO mostrado por JBAN no Voando para o Rio têm a mesma solução.

O DO-X causou tanto impacto e repercussão que até a publicidade tirou proveito, como mostra o anúncio do Biotônico Fontoura veiculado na revista "O Malho" de 14/06/1930, antes, portanto, da visita ao Rio. (cf publicado em "100 Anos de Propaganda", da Abril Cultural)

E, por último, a grande surpresa do nosso patrocinador, JBAN. Um vôo de cortesia no DO-X, com direito a cama e serviço de bordo. (Notem, no filme, que o aerobote tem uma âncora de tamanho respeitável.)

Boa viagem!







Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 31/05/2006
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  30/05/2006
Partes de um todo...





O local acima, embora relativamente recente e em parte preservado até hoje, é difícil de identificar. Isto por que muito poucos, na verdade, têm acesso, por ser tratado como área militar.

É a antiga Ilha do Bom Jesus, hoje parte da Ilha do Fundão, lembrada por Luiz D' no Saudades do Rio. Chegar lá é chegar a um pedaço do passado. Completamente inesperado.

Lá funcionou o Asylo de Inválidos da Pátria e lá foi enterrado, com a presença de D. Pedro II, o Marechal Manoel Luis Osório, mais conhecido como General Osório ou Marquês de Herval. Osório foi, ainda, transferido para a Igreja da Santa Cruz dos Militares (5 anos), para seu Panteão, debaixo da estátua na Praça 15 e, finalmente, em 1993, para Tramandaí, RS, onde nasceu.

A igreja de Bom Jesus da Coluna, iniciada no século XVIII (corrigi o século XVII informado antes), e que aparece na foto de 1933/34, foi tombada pelo IPHAN em 1964. O convento, de cujo conjunto fazia parte a igreja, "tombou" por falta de manutenção.

Recomendo uma visita ao Mapas Antigos, Histórias Curiosas, de Celso Serqueira, que tem um excelente mapa dos aterros da região, com a localização das antigas ilhas.

Para ver mais sobre a Ilha do Bom Jesus e os jazigos do General Osório:
http://www.bndes.gov.br/cultura/patrimonio/rouanet8.asp
http://www.fundacao-parque-osorio.org.br/parque_translado.htm


Continuando o passeio pela baía, vemos, na foto abaixo, uma vista aparentemente pitoresca da Ilha da (ou de) Sapucaia, que também faz parte, hoje, da Ilha do Fundão - é a parte mais próxima à Ponta do Caju.

Aí vemos, aparentemente, o lançamento ao mar de uma lancha, toda decorada para a festa. Vemos, também, simpáticos barcos a vela (faluas?) em um pier à direita. Mas, na verdade, devemos agradecer ao fato de que a foto não tem cheiros.

A Ilha da Sapucaia era usada, desde o século XIX, como vazadouro do lixo da cidade. A empresa de um certo Aleixo Gary, de origem francesa, foi contratado em 1876 e 1885 para, entre outros serviços de limpeza, transportar o lixo para a Ilha de Sapucaia. No mapa mostrado por Celso Serqueira pode-se ver, também, que a Ponta do Caju, vazadouro posterior, não existia nesta época.

Recomendo sobre o assunto:
Dia do Gari
COMLURB

(Fotos de Malta publicadas em "Fotografias do Rio de Ontem")




Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 30/05/2006
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