Rio Antigo, e outras mais...
  20/04/2006




Todas as fotos de hoje são publicadas em 1949/1950.

A Primeira foto mostra a Av Rio Branco, ainda com sinais dos antigos canteiros centrais, que tinham sido removidos há pouco. Esta foto deve ser vista em conjunto com a foto mostrada por Luiz D' no "Saudades do Rio", em que os canteiros centrais aparecem na mesma situação. Esta foto me parece ser um pouco anterior à publicação. Explico por que:

Tenho uma outra foto (não mostrada hoje), datada, no máximo, de 1950, em que a Rio Branco já tem mão única de tráfego (no sentido oposto ao atual), sem sinais dos canteiros centrais.


Como um dos temas dos comentários no "Saudades do Rio" foram os jardins da Praça Marechal Floriano ("Cinelândia" é muito mais simpático), postei mais 2 fotos, da mesma época (ver abaixo). Alguns destaques:

- vejam as cores dos jardins - a falta de cores dos jardins atuais foi discutida no "Rio de Fotos", do derani;

- descobri, na primeiras destas 2 fotos, que aquela estátua maravilhosa que fica hoje em frente à Candelária ficava, antes, em frente ao Theatro Municipal (acredito que seja onde hoje está a estátua do Maestro Carlos Gomes);

- chamo a atenção para a frase na lateral do monumento: "A sã política é filha da moral e da razão".


Por último, mais 2 fotos com o mesmo tema de cores e flores: jardins do Palácio Gustavo Capanema (MEC) e uma surpreendente e irresistível Praça Cardeal Arcoverde, com o Colégio Sacré Coeur e tudo. Esta praça deve ter sido testemunha de muita coisa...




(Todas as fotos publicadas em números da revista Brasil Constrói)
Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 20/04/2006
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  19/04/2006
Para os saudosos consumidores de Veedol !!!

Anúncio veiculado nos fins da década de 20. Publicado na Edição Histórica da revista Motor 3 comemorando "100 anos do automóvel" - 1986.



Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 19/04/2006
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  18/04/2006

Um "reclame" dos anos 20, para complementar a coleção que o Roberto Tumminelli publica no seu "Reclames". Este exemplo foi publicado na revista "A Casa", de Outubro de 1926.

Atenção para o detalhe: este dispositivo era usado, em lojas públicas, por exigência legal. Imaginem o que aconteceria se ele não estivesse disponível...

Havia algumas piadas absolutamente impublicáveis envolvendo esta pequena maravilha...

Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 18/04/2006
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  17/04/2006


O Luiz D' postou ontem fotos sobre a obra do último alargamento de Copacabana nos seus "Saudades do Rio" e "luiz_d's Fotolog".

As fotos de hoje também são desta obra (ver acima e abaixo). Quem viveu a época vai se lembrar. Principalmente do jorro de areia-e-água que vinha da draga na Enseada de Botafogo (acho que o nome era Ster XII). A tubulação vinha de Botafogo via Túnel Novo.

Muita gente não tem idéia das dimensões do tal famoso Emissário Submarino. A galeria aparece aí. Uma cidade, para crescer como Rio cresceu (e cresce) precisa de investimentos deste porte. Onde eles estão?

Uma última observação:
Já que o buraco foi feito (vejam bem o tamanho), ao longo de toda a orla, teria sido muito pequeno o investimento adicional para aproveitar o buraco e fazer um estacionamento subterrâneo de 3,5 km, antes de aterrar tudo de volta. E como Copacabana teria aproveitado este estacionamento...




Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 17/04/2006
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  15/04/2006




Hoje, o Rafael Netto postou, em seu Rio Hoje, excelente foto atual do Posto 6. Achei interessante complementar com 2 fotos da década de 20, feitas por Augusto Malta e publicadas em "Fotografias do Rio de Ontem", da Coleção Memória do Rio 7, editada pela Prefeitura do Rio de Janeiro, na gestão de Marcos Tamoyo.

A primeira foto foi feita de um ponto de vista semelhante ao da foto do Rio Hoje, mas atribuída ao período do verão de 1923/24. Nela, Malta destaca as instalações do Serviço de Salvamento (!!!!). Podem ser vistos, também, os barcos da querida colônia de pesca (atual Z-13), que já aparecia em foto de cerca de 20 anos antes, postada por Luiz D' em seu Saudades do Rio! Será que algum dos barcos ainda é o mesmo?

Também estão nesta foto a atual Francisco Otaviano - mais uma rua com canteiro central - e o restaurante/lupanário Mère Louise, na esquina com a Avenida Atlântica, tão bem documentado pelo pintor Camões.



A segunda foto foi feita nesta mesma esquina, com o Mère Louise, detalhado, em primeiro plano, e o início da Avenida Atlântica. Um dos fotologs conhecidos postou uma foto feita com este mesmo ângulo, mas em que aparece o marco da inauguração do alargamento, muito bem comentada pelo André Decourt. Procurei por 2 horas, para sugerir uma comparação, mas não achei. Agradeço qualquer pista.

Sugiro, ainda, outra foto postada pelo Luiz D', aérea, de 1935, com o Casino Atlântico e a casa que viria a ser a Cultura Inglesa em primeiro plano. Passei muitos anos indo 2 ou 3 vezes por semana a esta casa. Inclusive um dia em que encontrei a casa fechada sem nenhum aviso ou explicação e muitos soldados ali por perto. Era manhã de 01 de abril de 1964 e minha família me procurava desesperadamente. Naquele tempo, mesmo com 10 anos de idade, um garoto podia pegar, sozinho e tranqülio, 2 ônibus de São Conrado até o Posto 6.




Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 15/04/2006
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  13/04/2006
Esta foto ilustra uma das transições por que passou a orla da enseada de Botafogo. O momento é o da construção do Tunel do Pasmado e do aterro que viria a ser a Parkway. A boca do túnel, ainda sem acabamento, pode ser vista no meio da parte superior da foto. Equipamentos de construção podem ser vistos em frente ao túnel e no aterro, tanto à esquerda como à direita da foto. A data? Acredito que 1949. A foto foi publicada na revista "Brasil Constrói", editada pelo Ministério da Viação e Obras Públicas, número 4, de 1950. Mesma publicação que as fotos do meu post anterior.

Estão aí o Pavilhão Mourisco, que deu nome ao local, e a sede e o estádio do Botafogo, famosa General Severiano, onde assisti, no gramado, a um antológico show de rock brasileiro, em 1971, comemorando o início da Era de Aquarius.

Também marcam presença o cinema Guanabara e aquela casa misteriosa que existe até hoje na sombra do Ed. Casa Alta, com a estranha e comprida estrutura que parece ser uma imensa estufa. Aparece também, óbvia, em primeiro plano, uma piscina que está no mesmo local que a do Clube Guanabara. Não sei se é a mesma piscina, mas tinha as mesmas plataformas de mergulho, e muito mais arquibancadas do que hoje. Em fotos de alguns meses antes, esta piscina avançava sobre o mar, na sua quase totalidade.

Pode se ver uma outra piscina, que parece também ter plataformas de mergulho, e um campo de basquete (perdão, "bola-ao-cesto"), ao lado do Pavilhão Mourisco. Será que já eram do Botafogo?

É muito interessante encontrar uma das minhas boas recordações de infância: o anúncio da água mineral Salutaris, na encosta do Pasmado. Este anúncio era o luminoso mais bonito do Rio. À noite, o luminoso era uma animação, que começava com a garrafa quase de pé, que se virava e entornava o conteúdo (borbulhante) no copo, que se enchia. Tudo isto com lâmpadas, e em uma época em que a televisão engatinhava. Este anúncio ainda alcançou os anos 60, funcionando. Alguns se lembram do anúncio de Crush, também animado, que substituiu este alguns anos depois. Poluição visual? Bolas... panis et circensis, com lucro e mais valia.

Tão fantástico quanto isto era o jornal luminoso da Urca - mas já é assunto para outro post.

Para acompanhar estas fotos, sugiro verem a série que o Carioca da Gema está postando estes dias.



Aqui em baixo, mais uma foto desta época, talvez até da mesma data, também publicada na revista "Brasil Constrói", mas no número 3, de 1949. Aqui vemos o outro extremo da enseada de Botafogo. Mas podemos ver, lá do outro lado, as torres do Pavilhão Mourisco, por cima das árvores, e a construção vizinha, com suas estranhas torres, que lembram minaretes, e que abrigava a piscina e o campo de "bola-ao-cesto".

Este já deve ter sido o terceiro aterro em Botafogo. E não foi o último. Mas vale a pena atentar para a beleza e cuidado com os jardins, que ainda estão lá.



Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 13/04/2006
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  10/04/2006
Houve um tempo...
em que imaginaram que o Rio ficaria melhor sem os morros. E tentaram, com tentaram... E lá se foram os morros de Santo Antonio e do Castelo. Nem o fato do primeiro núcleo bem sucedido da cidade ter sido no alto do Castelo, de nada adiantou. Entre outros argumentos, alegaram que os morros impediam a ventilação do centro da Cidade. E foi criada a Esplanada do Castelo. Esta estranha Esplanada que, hoje, é, provávelmente, um obstáculo muito maior à circulação de ar que o próprio Morro do Castelo.
(Me lembro de, quando pequeno, não entender onde estava a tal Esplanada, que eu não via - era "tudo" tão alto...).
O primeiro (e único) plano de ocupação urbana para a área constava em reconfigurar e construir largas avenidas, de forma a se ter perspectivas monumentais, como aquelas criadas na época na Alemanha e na Itália fascistas e que visavam catalisar os sentimentos de patriotismo, ufanismo (e colaboracionisno), ajudadas por músicas com as de Wagner.
Até que, de certa forma, os governantes brasileiros foram bem sucedidos, como mostram estas imagens. Muito pior está agora, depois de tantos anos de descaso com a perspectiva carioca.

A idéia de postar estas imagens veio do flog "Rio Hoje - Direto de São Paulo", que mostra, hoje, o monumento a Rio Branco, que está nesta Praça do Expedicionário. Dêem uma passeada por lá e pelo outros links que estou sugerindo. Vale a pena.







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Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 10/04/2006
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  08/04/2006
Uma vista quase rural deste canto da Lagoa. Pena que ficou tão pouco tempo com essa cara de cidade do interior. O viaduto Augusto Frederico Schmidt, recém inaugurado, em 1970 (ou pouco antes), vai aqui, também, como homenagem a um dos personagens da série JK...
Observando os detalhes, podemos ver a tubulação de águas pluviais pronta para ser instalada e o parque do Cantagalo/Catacumba ainda como areal.

Esta foto vale como um post "triplo", com as imagens postadas em "Os 1000 ângulos da Lagoa" http://ubbibr.fotolog.com/jaymelac e http://ubbibr.fotolog.com/jaymelac






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Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 08/04/2006
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  06/04/2006
Esta foto está no site Alma Carioca, com crédito para o flog "foi um RIO que passou", do André Decourt. Estou postando aqui para chamar a atenção para o carro preto, de 3 faróis, estacionado no lado da praia. É um Tucker Torpedo (1948), tema do filme "Tucker, um homem e seu sonho".

Foram fabricados somente 51. Pelo que se sabe, somente 1 veio para o Brasil (São Paulo), comprado por Agop Toulekian, em 1957, e vendido para Orlando Bombarda e, depois, para Eduardo Matarazzo, que o passou para o museu de Roberto Lee, em Caçapava. Como o museu está abandonado desde a morte de Roberto Lee, o carro está apodrecendo. (Para ver o estado do museu em 2004, visite Carros Antigos)

O carro da foto parece ser preto, como o do museu. Deve ser o mesmo carro, mas, provavelmente antes do Sr Toulekian comprá-lo. Como Preston Tucker montou escritório no Brasil, e chegou a projetar um carro a ser chamado Carioca, para lançar por aqui, é possível que ele mesmo tenha trazido este carro para o Rio.

Quem sabe mais alguma coisa?

Obs.: O último Tucker negociado nos Estados Unidos alcançou US$ 450.000.






Estado em 2004:


Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 06/04/2006
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  05/04/2006
No seu Fotolog "Foi um RIO que passou" (www.fotolog.com/andredecourt), André Decourt apresentou uma foto com uma charada para ser decifrada. Acho que a resposta de pelo menos uma parte das perguntas está nesta foto anexa.
A Esplanada do Castelo teve uma série de usos urbanos provisórios até a conclusão definitiva da sua urbanização. Destes usos provisórios, a Exposição Internacional de 1922 foi, provavalmente, o mais conhecido. Mas um dos outros eventos foi a Feira Internacional de Amostras de 1934, que está documentada nesta foto. As 2 cúpulas que aparecem nesta Feira devem ser as mesmas que aparecem na foto de 1941 mostrada pelo André Decourt.
Outras feiras, parques de diversões e outros tipos de eventos foram feitos. Certamente é um pedaço da história do Rio muito interessante e pouco conhecido e documentado. Qualquer pesquisa em torno disto fica muito bem temperada. Como exemplo da importância do período, temos a re-utilização dos diversos pavilhões construídos. A Academia Brasileria de Letras, o Museu da Imagem e do Som, o antigo Ministério da Agricultura (tenho fotos da sua demolição) são alguns exemplos. Que outros pavilhões teriam sido re-utilizados antes de sua demolição?
Fica o desafio...
(Crédito da foto: Augusto Malta - em "Fotografias do Rio de Ontem" - Coleção Memória do Rio 7 - Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, gestão Marcos Tamoyo)

Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 05/04/2006
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